sexta-feira, 3 de maio de 2013

Cigana lê a minha sorte



Cigana lê a minha sorte
diz se é vida ou morte este meu amor
Cigana de olhos morenos
ouve o meu lamento vem me socorrer
Neste mundo não há espaço
para este passo que eu quero dar
eu quero me deitar nas cartas
me fazer pirraça
me deixar sofrer
Uma luz que eu não vejo
um mundo que desconheço
mas que vive em mim eu sei
Muito negros tem os olhos
negros também os cabelos
brilham no fundo estrelas sem fim
Minha morena seja quem for
dê-me este verbo conjugue o amor
Cigana lê a minha sorte
diz se é vida ou morte este meu amor
Cigana de olhos morenos
diz se é profundo
o corte da paixão.


Jurema Barreto de Souza

A lenda de uma cigana


A lenda de uma cigana
Adormecida ao relento
Que perdeu a caravana,
Por seguir o pensamento
Tem dias em que anda pairando,
Nos rumos do mundo
Tem dias em que anda rolando,
Nas presas do tempo
Diz a lenda que a cigana,
Pelo caminho de onde viera
O xale tinha perdido,
E um vagabundo o trouxera
Sacudindo o pó e as mágoas,
Como se a cor acordasse
Num abraço dançou com ela,
Antes que o vento a roubasse
Só o vento nos roda a saia,
Só o vento nos faz dançar
Nos confunde os passos na areia,
Muda o rumo às águas do mar
No silêncio mal se ouviam,
Dançar descalços na areia
Numa noite quase fria,
Estava a lua quase cheia
E pra rasgarem o escuro,
Ou fugir à solidão
Ataram corpos cansados,
Na sombra vaga do chão
Quando o sol entorna o dia,
Ficara o xale esquecido
E os passos da cigana,
Já o vento tinha escondido
Ficou só o vagabundo,
Resgatando uma ilusão
Com a alma amordaçada,
Na palma da mão
Só o vento nos roda a saia,
Só o vento nos faz dançar
Nos confunde os passos na areia,
Muda o rumo às águas do mar.


Mafalda Veiga Lyrics

Uma marca existe em minha alma


Uma marca existe em minha alma
Traçada em vidas antigas
Essa marca me faz cigana
A mulher dos mistérios e das cantigas
Uma vida nova num mundo tão sem cor
Mas a mesma alma de sempre
Uma mulher comum que busca um amor
Mas cigana eternamente
Olha-me nos olhos e prenda-se
Veja-me bailar e renda-se
Sinta-me nos braços e siga-me
Envolvido, sentirás minha alma cigana
Espírito livre, solto, mundano, gitano
Andarilha da estrada e do coração humano
Em meus braços saberás que é para sempre
Que de meus encantos és cativo permanente
Em minha alma verás que amo-te intensamente
Mas uma cigana é pássaro solto
E isso não pode ser diferente
Porque tenho uma Alma Cigana
Sou uma mulher em milhares
Tenho um coração sem porto, sem ponto, sem lar
Estou em ti, e em quem mais me amar
Dançando, encantando, seduzindo com o olhar
E se tu me amas
Venha e beija-me, sinta-me, encanta-me
Ouve minhas juras, promessas e poesias
Eu não te mentirei, nem te enganarei
Mas se depois tudo mudar
Não é porque não te amei
É porque tenho uma Alma Cigana
E isso jamais poderei evitar

(autor desconhecido)

Há quantas eras nos queremos minha vida?


Há quantas eras nos queremos minha vida?
Voltei meu cigano, sou teimosa, voltei!...
Uma cigana nunca desiste, ama e insisti.
Você é meu, eu sei, eu sei, sempre o amei!
Na boca trago o beijo da saudade milenar.
Venho disposta a enlouquecer, quero amar!
Na minha dança frenética, quero prender
Seu corpo, beber seu licor, até o sol raiar!
Que essa fogueira seja eterna, luzindo,
Refletindo todo o desejo que nos queima.
A festa é nossa, o resto? – Pouco importa.
Sou sua cigana aquela... Doce e pequena...
O tempo passou, mas seus olhos são
Os mesmos, a paixão ainda está neles.
Tudo é tão mágico, insólito, tão quente...
Fascinada me vejo em seus olhos verdes.
Vai cigano, confessa, agora será para sempre.
Chega de adiar, negar o que o coração sente.
Pagamos o pecado, solidão de todas as vidas.
Sina cumprida, nova existência, alegria presente!
Viva nos dois viva o amor, o Criador!
O céu que nos assiste, a estrela guia!
Essa música que nos envolve e inebria!
Viva a nossa redenção, vida minha!...

Marilena Trujillo

Tímida


Tímida, porém elegante, 
Andar lascivo contrasta com a alma provocante,
fogo dentro das veias
quando ouve o som do violino e castanholas.
 Sensual dança para seu gitano. 
Dissimulando, afasta os olhos, 
Provoca insinuante até ele entrar na roda,
Fogueira ao lado mirando olhos nos olhos dança, 
o desejo arde nos dois corpos que se tocam,
o prazer da dança provoca suspiros de desejos, 
Frenéticos continuam a dança dentro de uma alegria sem fim,
de todas as mulheres, a mais bela, a mais travessa!

(Marta Peres)